A escleroterapia com espuma densa é um tratamento de varizes em que o cirurgião vascular injeta na veia doente um medicamento esclerosante em forma de espuma, para que ela se feche. A aplicação é feita no consultório, sem anestesia e sem internação, e guiada por ultrassom do começo ao fim.

A técnica é usada há décadas no tratamento das varizes. No consultório do Paraíso, em São Paulo, o Dr. Rafael Apoloni usa a espuma nas safenas e em varizes menores, e a indicação de cada paciente sai da avaliação com ultrassom.

O que a espuma faz dentro da variz?

A espuma ocupa a veia por dentro, afasta o sangue e deixa o medicamento esclerosante em contato com a parede do vaso, que inflama, cicatriza e se fecha.

O sangue das pernas sobe de volta ao coração contra a gravidade. Quem empurra esse sangue é a panturrilha, a batata da perna: a cada passo, o músculo aperta as veias e funciona como um coração para as pernas. Dentro das veias, pequenas válvulas abrem para o sangue subir e fecham para ele não voltar.

Na variz, essas válvulas não fecham direito. O sangue volta e fica parado na perna, e a veia dilata, entorta e aparece sob a pele em tom azulado ou arroxeado. Esse refluxo, chamado de insuficiência venosa, pode provocar dor, sensação de peso e inchaço nas pernas.

A cicatriz que a espuma nas varizes deixa na parede da veia tem o nome de fibrose. As veias tratadas já não funcionavam bem antes do tratamento, e o sangue passa a seguir pelas veias saudáveis.

As varizes costumam ter relação com a herança genética: a chance é maior quando pais ou irmãos têm varizes. Também contam o sexo feminino, a gestação, o ganho de peso, o envelhecimento, o sedentarismo, o uso de hormônios e passar muitas horas em pé.

Para quem a espuma densa é indicada?

A espuma pode ser usada nas safenas, as principais veias superficiais da perna, e em varizes menores. Conforme a avaliação, ela é o tratamento principal para quem não quer ou não pode operar, um complemento da cirurgia de varizes ou uma opção quando as varizes voltam depois de tratadas, o que se chama recidiva. A indicação depende do ultrassom, da anatomia das veias e da conversa sobre as alternativas.

É uma técnica mais simples que a cirurgia e feita no consultório. Em alguns casos, outras técnicas fecham a veia com mais durabilidade, e a escolha depende do exame. Na safena, essas outras técnicas incluem o laser e a radiofrequência, explicados na página de cirurgia de varizes.

A forma do medicamento, líquida ou espuma, e a concentração variam conforme o calibre da veia. Os vasinhos, chamados de telangiectasias, são tratados em geral com a forma líquida, na escleroterapia para secagem de vasinhos, ou com o laser transdérmico.

A espuma densa deixa manchas na pele?

Pode deixar. Quando a principal preocupação é estética, a espuma nem sempre é a primeira opção, porque pode causar hiperpigmentação, que são manchas escuras na pele no trajeto da veia tratada. A frequência varia com o tipo de veia e a técnica usada. Muitas manchas clareiam aos poucos, mas podem levar meses, e algumas persistem. A técnica adequada e o acompanhamento depois da aplicação reduzem esse risco.

Como é preparada a espuma?

A espuma é preparada na hora, no próprio consultório, com o medicamento esclerosante misturado ao ar. Uma seringa leva o medicamento e outra leva o ar, ligadas por uma pequena peça em forma de T. Ao passar o conteúdo de uma seringa para a outra várias vezes, a mistura vira uma espuma fina e densa, pronta para a injeção.

Como é feita a aplicação de espuma nas varizes?

Antes da primeira aplicação vem a avaliação: o Dr. Rafael conversa sobre os sintomas, a rotina e o histórico de saúde, examina as pernas e faz o ultrassom doppler, o exame que mostra o fluxo do sangue dentro das veias. Para alguns pacientes, dá para começar a espuma na própria consulta de avaliação. Para outros, é preciso pedir exames e planejar o tratamento antes.

Na sessão, o passo a passo é este:

  1. Com o paciente deitado na maca, o ultrassom localiza as varizes, que aparecem na tela como imagens arredondadas e escuras.
  2. O médico faz a punção da veia, ou seja, introduz a agulha, olhando a imagem do ultrassom.
  3. Com a agulha no lugar, a espuma é injetada. Na tela, dá para ver a espuma se espalhar e preencher a veia, e o tratamento segue pela perna até as veias planejadas para aquela sessão.
  4. Alguns minutos depois, um novo ultrassom, de controle, mostra as veias diminuídas e preenchidas pela espuma.
  5. No fim, um pequeno curativo com bandagem e a meia elástica de compressão. O paciente sai do consultório caminhando.

Quantas sessões de espuma são necessárias?

O número de sessões e o intervalo entre elas variam com a extensão das varizes e as características de cada caso. O plano das sessões é definido na avaliação, a partir do ultrassom.

O preço do tratamento de varizes com espuma depende do número de sessões, que só se define depois da avaliação com ultrassom. O atendimento é particular, sem convênio.

Como é a recuperação depois da espuma?

Nos dias seguintes, é esperado ter mancha roxa, endurecimento e um pouco de dor no trajeto da veia tratada. Os prazos abaixo são uma referência: variam com a idade, as condições de saúde, o nível de atividade física e a extensão do tratamento, e a orientação individual recebida na consulta é a que vale.

  1. Você pode e deve caminhar no mesmo dia da aplicação.
  2. Em geral, o exercício intenso fica suspenso por 2 a 3 dias.
  3. Use a meia elástica de compressão nas semanas seguintes às aplicações: na orientação do Dr. Rafael, por pelo menos 15 dias, com ajustes conforme a avaliação, para conforto e controle do inchaço.
  4. Siga as orientações recebidas na consulta; se sentir algo diferente do explicado, fale com o consultório pelo WhatsApp (11) 93089-1050.

Como saber se a espuma serve para as minhas varizes?

O exame das pernas com ultrassom doppler mostra quais veias estão com refluxo e qual técnica faz sentido para cada uma. Varizes que doem, incham ou aumentam com o tempo pedem avaliação com um cirurgião vascular.

Para agendar a avaliação no consultório da Rua Manuel da Nóbrega, 354, no Paraíso, em São Paulo, fale com a equipe pelo WhatsApp (11) 93089-1050 ou ligue para (11) 3287-4144.

Perguntas frequentes sobre a espuma densa

O que é a escleroterapia com espuma densa?

A escleroterapia com espuma densa é um tratamento de varizes em que o cirurgião vascular injeta na veia doente um medicamento esclerosante em forma de espuma, para que ela se feche. A aplicação é feita no consultório, sem anestesia e sem internação, e guiada por ultrassom do começo ao fim.

A espuma pode ser usada na safena?

A espuma pode ser usada nas safenas, as principais veias superficiais da perna, e em varizes menores. Conforme a avaliação, ela é o tratamento principal para quem não quer ou não pode operar, um complemento da cirurgia de varizes ou uma opção quando as varizes voltam depois de tratadas, o que se chama recidiva. A indicação depende do ultrassom, da anatomia das veias e da conversa sobre as alternativas.

Quantas sessões de espuma são necessárias?

O número de sessões e o intervalo entre elas variam com a extensão das varizes e as características de cada caso. O plano das sessões é definido na avaliação, a partir do ultrassom.

Qual o preço do tratamento de varizes com espuma?

O preço do tratamento de varizes com espuma depende do número de sessões, que só se define depois da avaliação com ultrassom. O atendimento é particular, sem convênio.

Dá para fazer a espuma no dia da consulta?

Para alguns pacientes, dá para começar a espuma na própria consulta de avaliação. Para outros, é preciso pedir exames e planejar o tratamento antes.

Quando posso caminhar e voltar aos exercícios?

Você pode e deve caminhar no mesmo dia da aplicação. Em geral, o exercício intenso fica suspenso por 2 a 3 dias.

Por quanto tempo uso a meia elástica depois da espuma?

Use a meia elástica de compressão nas semanas seguintes às aplicações: na orientação do Dr. Rafael, por pelo menos 15 dias, com ajustes conforme a avaliação, para conforto e controle do inchaço.

A espuma densa deixa manchas na pele?

Pode deixar. Quando a principal preocupação é estética, a espuma nem sempre é a primeira opção, porque pode causar hiperpigmentação, que são manchas escuras na pele no trajeto da veia tratada. A frequência varia com o tipo de veia e a técnica usada. Muitas manchas clareiam aos poucos, mas podem levar meses, e algumas persistem. A técnica adequada e o acompanhamento depois da aplicação reduzem esse risco.


Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta.

Dr. Rafael Apoloni, médico cirurgião vascular, CRM-SP 120.337, RQE 36519. Texto revisado em outubro de 2026.

Fontes