A secagem de vasinhos, ou escleroterapia, é o tratamento em que o médico aplica um medicamento esclerosante dentro do vasinho com uma agulha muito fina; o vaso se fecha e depois é reabsorvido pelo corpo, aos poucos. Os vasinhos, chamados de telangiectasias, são vasos muito finos, em geral com menos de 1 mm, que ficam na derme, a camada da pele logo abaixo da superfície, e aparecem como linhas avermelhadas ou arroxeadas, às vezes no desenho de uma teia de aranha. A escleroterapia é feita no consultório do Paraíso, em São Paulo, sem internação, e pode ser associada ao laser transdérmico no mesmo tratamento.

Para secar vasinhos, uso a escleroterapia com glicose ou espuma e planejo a escleroterapia e o laser juntos desde o início, e não uma técnica como reserva da outra. Antes da escolha da técnica, a avaliação mostra se aquela rede de vasinhos vem sozinha ou se há uma veia maior por trás dela, e a resposta muda a ordem do tratamento.

Como a escleroterapia fecha o vasinho?

O medicamento esclerosante irrita a parede de dentro do vasinho. Essa parede inflama, as faces internas colam uma na outra e o vaso se fecha, como um canudo achatado que deixa de passar líquido. O sangue daquela região passa a seguir pelas outras veias da pele, e o corpo reabsorve o vasinho fechado ao longo do tempo. Por isso o resultado aparece aos poucos, e a comparação se faz de uma sessão para a outra.

Na revisão Cochrane de 2021, de Nakano e colaboradores, que reuniu 35 ensaios e 3.632 participantes, os medicamentos esclerosantes clarearam ou melhoraram os vasinhos mais do que o placebo, com evidência de certeza moderada. Na mesma revisão, não houve evidência de que algum medicamento esclerosante clareie os vasinhos mais do que outro.

O que é a escleroterapia com glicose?

Na escleroterapia com glicose, o medicamento esclerosante é a glicose em alta concentração, chamada de glicose hipertônica, aplicada na forma líquida dentro do vasinho. É o que muita gente chama de secagem de vasinhos com glicose. Outra opção é o medicamento esclerosante em forma de espuma; a escolha depende do calibre e do tipo de vaso e é feita na avaliação.

No Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, onde o Dr. Rafael se formou, um estudo de Munia e colaboradores, publicado online em 2011, comparou o laser e a escleroterapia com glicose em 30 mulheres. Em cada uma, uma perna recebeu laser e a outra, escleroterapia com glicose, e o resultado clínico foi equivalente entre as duas técnicas.

Por que os vasinhos aparecem?

Os vasinhos nas pernas são muito comuns, aumentam com a idade e foram encontrados em 41% das mulheres, segundo a revisão Cochrane de 2021. A causa exata não é conhecida. A herança familiar, a gravidez, os hormônios e a obesidade aumentam a chance de eles aparecerem, e até hoje nenhuma medida mostrou evitar que surjam. Muitas vezes os vasinhos não dão sintoma; algumas pessoas sentem dor, ardor ou coceira no local.

O sangue das pernas sobe de volta ao coração empurrado pela panturrilha, a batata da perna, que a cada passo aperta as veias e funciona como um coração para as pernas. Dentro das veias, pequenas válvulas fecham para o sangue não voltar. Quando elas falham numa veia maior, o sangue volta, o que se chama refluxo, e a pressão sobe nos vasos da superfície.

Às vezes, os vasinhos vêm junto com refluxo em veias maiores, que só o exame mostra. Se essa origem continua ativa, tratar só a superfície pode favorecer o retorno dos vasinhos. O eco-Doppler, o ultrassom que mostra o fluxo do sangue dentro das veias, revela se há uma veia maior com refluxo por trás da rede de vasinhos. A necessidade do exame no seu caso se define na consulta, a partir da história e do exame das pernas.

Como é a sessão de escleroterapia?

A sessão é feita no consultório, sem internação. O medicamento é aplicado com uma agulha muito fina, vasinho por vasinho; quando há veias reticulares, elas costumam ser tratadas primeiro. As veias reticulares são azuladas, um pouco mais grossas que os vasinhos, e muitas vezes correm por baixo da rede.

Dói um pouco, e em geral é bem tolerada: a sensação é a de picadas de agulha fina, e pode arder no ponto da aplicação. Não se usa anestesia. Na revisão de Baldaia e colaboradores, publicada online em 2024, que comparou estudos de laser e escleroterapia, a escleroterapia foi descrita como menos dolorosa que o laser, embora os estudos sobre dor variem bastante.

A secagem de vasinhos não precisa de repouso: a pessoa sai do consultório caminhando e pode trabalhar no mesmo dia. As orientações sobre exercício, meia elástica de compressão e sol depois da aplicação são dadas na consulta, conforme o caso.

Um estudo randomizado mostrou que a meia de compressão usada por três semanas depois da aplicação ajudou os vasinhos a desaparecer, sem mudar a frequência de manchas (Kern 2007), e a orientação de cada caso é dada na consulta.

Manchas escuras e vasinhos finos ao redor podem aparecer depois da escleroterapia. Em geral clareiam aos poucos, o que pode levar meses, e algumas persistem. Na revisão Cochrane de 2021, essas duas reações, chamadas de hiperpigmentação e matting, foram mais frequentes com o medicamento esclerosante do que com o placebo; o clareamento ao longo de meses foi descrito na revisão de Goldman e colaboradores, de 1995. Num estudo randomizado com 159 mulheres, as manchas foram bem menos frequentes com a glicose do que com outro medicamento esclerosante em forma líquida: 2,6% contra 38,3%.

Depois da aplicação:

  1. Caminhe no mesmo dia.
  2. Use a meia elástica de compressão e proteja a área do sol conforme a orientação dada na consulta.
  3. Siga as orientações recebidas na consulta; se sentir algo diferente do explicado, fale com o consultório pelo WhatsApp (11) 93089-1050.

Quantas sessões de escleroterapia são necessárias?

O número de sessões de escleroterapia e o intervalo entre elas variam com a extensão e as características de cada caso e são definidos na avaliação. Na literatura, as sessões seguintes costumam ser feitas com intervalo de 2 a 8 semanas. O resultado varia de pessoa para pessoa e costuma pedir mais de uma sessão; ele não pode ser garantido antes do tratamento.

Tratar os vasinhos de hoje não impede que outros apareçam. A herança familiar e os hormônios continuam agindo, e por isso o acompanhamento periódico faz parte do plano.

O preço da escleroterapia depende da extensão dos vasinhos e do número de sessões, que só se definem na avaliação. O atendimento é particular, sem convênio.

Qual a diferença entre a escleroterapia e o laser transdérmico?

Na escleroterapia, o medicamento esclerosante entra no vasinho pela agulha. No laser transdérmico, a luz atravessa a pele, sem agulha e sem corte, e o calor fecha o vaso. Na revisão Cochrane de 2021, não houve diferença clara de clareamento entre as duas técnicas, e o laser provavelmente causa menos manchas escuras na pele, com evidência de certeza moderada.

No consultório, a escleroterapia também pode ser associada à secagem de vasinhos a laser, feita com o laser transdérmico por fora da pele. Há evidência de baixa certeza, de poucos estudos, de que associar laser e escleroterapia clareia mais do que a escleroterapia sozinha, com mais dor.

No planejamento, a rede de vasinhos é mapeada pelo calibre. Os vasos mais finos, em que a agulha entra com pouca precisão, ficam com o laser, e os que aceitam a agulha ficam com a escleroterapia, com glicose ou espuma.

Vídeo: Dr. Rafael Apoloni, médico cirurgião vascular, CRM-SP 120.337, RQE 36519, explica como a escleroterapia e o laser transdérmico entram no tratamento dos vasinhos.

E quando há varizes maiores?

Varizes, as veias mais grossas e tortuosas que fazem relevo na pele, e a safena com refluxo pedem outras técnicas, como o tratamento de varizes com espuma densa, guiado por ultrassom e feita no consultório. A cirurgia de varizes é feita sempre em hospital. A caminhada é estimulada desde o primeiro dia e a volta às atividades é gradual; os prazos variam de pessoa para pessoa e são combinados na consulta.

Quando os vasinhos vêm junto com varizes, a ordem do tratamento é definida na avaliação. A diferença entre os dois está em varizes e vasinhos são a mesma coisa?.

Quando procurar avaliação para os vasinhos?

Vasinhos que aumentam, que voltaram depois de tratados ou que vêm com dor, peso ou inchaço no fim do dia pedem avaliação com um cirurgião vascular. A avaliação também vem antes de qualquer tratamento dos vasinhos, para saber se há uma veia maior por trás deles.

A avaliação inclui a história, o exame das pernas e, quando indicado, o ultrassom com Doppler, que mostra se há refluxo em veias maiores. Na história entram há quanto tempo os vasinhos apareceram, se doem, o que já foi tratado e como a perna respondeu; no exame, o paciente fica em pé, quando as veias enchem e a rede mostra o desenho real. Nem todo mundo pode fazer a escleroterapia, e a indicação sai da avaliação individual.

Para agendar a avaliação no consultório da Rua Manuel da Nóbrega, 354, no Paraíso, em São Paulo, fale com a equipe pelo WhatsApp (11) 93089-1050 ou ligue para (11) 3287-4144.

Perguntas frequentes sobre a secagem de vasinhos

O que é a secagem de vasinhos?

A secagem de vasinhos, ou escleroterapia, é o tratamento em que o médico aplica um medicamento esclerosante dentro do vasinho com uma agulha muito fina; o vaso se fecha e depois é reabsorvido pelo corpo, aos poucos. Os vasinhos, chamados de telangiectasias, são vasos muito finos, em geral com menos de 1 mm, que ficam na derme, a camada da pele logo abaixo da superfície, e aparecem como linhas avermelhadas ou arroxeadas, às vezes no desenho de uma teia de aranha. A escleroterapia é feita no consultório do Paraíso, em São Paulo, sem internação, e pode ser associada ao laser transdérmico no mesmo tratamento.

O que é a escleroterapia com glicose?

Na escleroterapia com glicose, o medicamento esclerosante é a glicose em alta concentração, chamada de glicose hipertônica, aplicada na forma líquida dentro do vasinho. É o que muita gente chama de secagem de vasinhos com glicose. Outra opção é o medicamento esclerosante em forma de espuma; a escolha depende do calibre e do tipo de vaso e é feita na avaliação.

Secagem de vasinhos dói?

Dói um pouco, e em geral é bem tolerada: a sensação é a de picadas de agulha fina, e pode arder no ponto da aplicação. Não se usa anestesia. Na revisão de Baldaia e colaboradores, publicada online em 2024, que comparou estudos de laser e escleroterapia, a escleroterapia foi descrita como menos dolorosa que o laser, embora os estudos sobre dor variem bastante.

Quantas sessões de escleroterapia são necessárias?

O número de sessões de escleroterapia e o intervalo entre elas variam com a extensão e as características de cada caso e são definidos na avaliação. Na literatura, as sessões seguintes costumam ser feitas com intervalo de 2 a 8 semanas. O resultado varia de pessoa para pessoa e costuma pedir mais de uma sessão; ele não pode ser garantido antes do tratamento.

Secagem de vasinhos precisa de repouso?

A secagem de vasinhos não precisa de repouso: a pessoa sai do consultório caminhando e pode trabalhar no mesmo dia. As orientações sobre exercício, meia elástica de compressão e sol depois da aplicação são dadas na consulta, conforme o caso.

A escleroterapia pode manchar a pele?

Manchas escuras e vasinhos finos ao redor podem aparecer depois da escleroterapia. Em geral clareiam aos poucos, o que pode levar meses, e algumas persistem. Na revisão Cochrane de 2021, essas duas reações, chamadas de hiperpigmentação e matting, foram mais frequentes com o medicamento esclerosante do que com o placebo; o clareamento ao longo de meses foi descrito na revisão de Goldman e colaboradores, de 1995. Num estudo randomizado com 159 mulheres, as manchas foram bem menos frequentes com a glicose do que com outro medicamento esclerosante em forma líquida: 2,6% contra 38,3%.

Qual a diferença entre a escleroterapia e o laser transdérmico?

Na escleroterapia, o medicamento esclerosante entra no vasinho pela agulha. No laser transdérmico, a luz atravessa a pele, sem agulha e sem corte, e o calor fecha o vaso. Na revisão Cochrane de 2021, não houve diferença clara de clareamento entre as duas técnicas, e o laser provavelmente causa menos manchas escuras na pele, com evidência de certeza moderada.

Qual o preço da escleroterapia?

O preço da escleroterapia depende da extensão dos vasinhos e do número de sessões, que só se definem na avaliação. O atendimento é particular, sem convênio.

Quando procurar avaliação para os vasinhos?

Vasinhos que aumentam, que voltaram depois de tratados ou que vêm com dor, peso ou inchaço no fim do dia pedem avaliação com um cirurgião vascular. A avaliação também vem antes de qualquer tratamento dos vasinhos, para saber se há uma veia maior por trás deles.


Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta.

Dr. Rafael Apoloni, médico cirurgião vascular, CRM-SP 120.337, RQE 36519.

Fontes