Vascular
Dr. Rafael Corrêa Apoloni
Médico cirurgião vascular, CRM-SP 120.337, RQE 36519 - especialista vascular em São Paulo
O lipedema não tem cura definitiva, e a gordura do lipedema responde pouco à dieta: o peso na balança cai, e o volume das pernas quase não muda. O que alivia os sintomas é o tratamento clínico feito em conjunto, com meia de compressão, exercício de baixo impacto, drenagem linfática quando há inchaço e orientação nutricional, somado à avaliação das veias das pernas, porque varizes e vasinhos são comuns em quem tem lipedema.
Se as pernas aumentaram de volume dos dois lados, doem ao toque e não diminuem com a dieta, procure um cirurgião vascular. Ele faz o diagnóstico, monta o tratamento clínico e examina a circulação das pernas na mesma avaliação.
Lipedema é uma doença crônica do tecido gorduroso, reconhecida com código próprio no CID-11, a classificação internacional de doenças da Organização Mundial da Saúde. Atinge quase exclusivamente mulheres. Estimativas brasileiras, feitas por questionário, apontam cerca de 12% das mulheres adultas. Costuma aparecer ou piorar em fases de mudança hormonal, como puberdade, gestação e menopausa.
Os sinais mais comuns do lipedema são:
A gordura do lipedema responde pouco à dieta e ao exercício. A perda de peso aparece no corpo todo, mas não se repete na mesma proporção nas pernas, que continuam desproporcionais. Por isso é comum a paciente chegar à consulta achando que errou em algum ponto, porque fez tudo certo e as pernas não mudaram.
A alimentação continua tendo papel no tratamento. A orientação nutricional ajuda a controlar o peso, e algumas dietas mostraram melhora de dor em estudos pequenos. O excesso de peso soma volume às pernas e pode agravar os sintomas. Dietas muito restritivas, sem acompanhamento profissional, não são indicadas.
Esse é o comportamento esperado da gordura do lipedema, e o tratamento clínico tem outro objetivo: reduzir a dor, a sensação de peso e o inchaço e manter a mobilidade. A medida da perna deixa de ser o único jeito de avaliar se o tratamento está funcionando; contam também a dor no fim do dia, a facilidade para caminhar e subir escadas e o inchaço.
O tratamento para lipedema começa pelo tratamento clínico, também chamado de conservador, com medidas usadas em conjunto e ajustadas aos sintomas e à rotina de cada paciente:
O Dr. Rafael Apoloni não realiza lipoaspiração e, quando considera pertinente, indica cirurgião plástico.
O tratamento é contínuo, porque o lipedema é uma doença crônica. Há fases em que as medidas ficam mais intensas e fases de manutenção, e o plano é revisto nas consultas de acompanhamento.
Varizes e vasinhos são comuns em quem tem lipedema, e o ultrassom das veias faz parte da avaliação. A panturrilha funciona como um coração para as pernas: cada contração da batata da perna empurra o sangue de volta ao coração, e pequenas válvulas dentro das veias impedem que ele desça de novo. Quando essas válvulas falham, o quadro se chama insuficiência venosa: o sangue fica parado nas pernas, e aparecem varizes, peso e inchaço no fim do dia, que se somam ao desconforto do lipedema.
O exame usado é o eco-Doppler venoso, um ultrassom que mostra como o sangue corre dentro das veias. Quando há insuficiência venosa, ela entra no plano de tratamento. O inchaço de origem venosa está explicado na página sobre edema e pernas inchadas.
O diagnóstico é clínico, feito com a história da paciente e o exame físico. Na consulta, o cirurgião vascular observa se a gordura é simétrica, se poupa mãos e pés e se dói ao ser pressionada. Também pesquisa o sinal de Stemmer, que consiste em tentar pinçar a pele na base do segundo dedo do pé: no lipedema, o sinal de Stemmer em geral é negativo, e a pele se deixa pinçar, o que ajuda a separar o lipedema do linfedema.
A diferença entre lipedema, obesidade e linfedema está detalhada na página sobre lipedema, e a confusão com celulite, no post sobre as diferenças entre celulite e lipedema.
Procure avaliação se as pernas aumentaram de volume dos dois lados sem resposta à dieta, se doem ao toque ou se o peso e o inchaço pioram ao longo do dia. Quem já está em tratamento deve antecipar o retorno quando aparecer:
O lipedema não tem cura definitiva. O tratamento clínico busca controlar os sintomas: reduzir a dor, a sensação de peso e o inchaço e manter a mobilidade.
A dieta sozinha não resolve, porque a gordura do lipedema responde pouco a ela. A orientação nutricional ajuda a controlar o peso, e algumas dietas mostraram melhora de dor em estudos pequenos.
A meia elástica de compressão pode reduzir o desconforto, a sensação de peso e o inchaço. O modelo e o grau de compressão são indicados na consulta.
A drenagem linfática pode ajudar quando há inchaço associado. Ela entra junto com as outras medidas do tratamento clínico e deve ser feita por profissional treinado na técnica.
Em mulheres com lipedema, o exercício pode melhorar a dor e a disposição. Atividades de baixo impacto, como caminhada, bicicleta, natação e hidroginástica, são as mais usadas.
Estudos investigam se a inflamação participa do lipedema, mas ainda não há tratamento comprovado para desinflamá-lo. O alívio da dor, da sensação de peso e do inchaço vem do conjunto do tratamento clínico: meia de compressão, exercício de baixo impacto, drenagem linfática quando há inchaço e orientação nutricional. Nenhuma dieta isolada resolve o lipedema.
O consultório fica na Rua Manuel da Nóbrega, 354, conjunto 85, no Paraíso, em São Paulo. Para agendar uma avaliação do lipedema e das veias das pernas, chame no WhatsApp (11) 93089-1050 ou veja os outros canais na página de contato.
Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta.
Dr. Rafael Apoloni, médico cirurgião vascular, CRM-SP 120.337, RQE 36519. Texto revisado em outubro de 2026.