Especialista vascular para tratar da circulação, além de melhorar esteticamente a aparência das pernas
Cirurgia de Varizes São Paulo
: quando operar, técnicas e recuperação. Cirurgia de varizes é o tratamento definitivo para a insuficiência venosa crônica quando medidas conservadoras – como meia elástica e medicação venotônica – já não são suficientes. Na minha prática clínica, a decisão de operar nunca é baseada apenas na aparência das veias. O que determina a indicação é o grau de comprometimento funcional: há refluxo venoso documentado? Há sintomas que limitam o dia a dia do paciente? Há risco de complicações como tromboflebite ou úlcera?
Hoje existem três abordagens principais — a cirurgia convencional (safenectomia), o laser endovenoso (EVLT) e a radiofrequência. Cada uma tem indicações específicas, e a escolha depende da anatomia venosa individual de cada paciente.
Quando a cirurgia de varizes é indicada
A indicação da cirurgia para varizes São Paulo parte de um raciocínio clínico que considero em três etapas. Se o eco-Doppler venoso mostra refluxo na safena magna ou parva com tempo superior a 0,5 segundo, o primeiro critério está preenchido. Se o paciente apresenta sintomas funcionais – peso, cansaço, edema vespertino, dor – o segundo critério se confirma. Se medidas conservadoras já foram tentadas sem alívio satisfatório, a cirurgia se torna a conduta mais adequada.
Há situações em que a indicação é mais urgente. Pacientes com alterações de pele na região do tornozelo – escurecimento (dermatite ocre), eczema, endurecimento do tecido (lipodermatoesclerose) – estão em risco de evoluir para úlcera venosa. Nesses casos, a cirurgia tem caráter preventivo.
É comum receber pacientes que convivem com varizes há anos achando que é “só estético”. Quando faço o mapeamento venoso e mostro o refluxo no eco-Doppler, muitos se surpreendem ao entender que o problema é funcional e progressivo.
Classificação clínica (CEAP)
A gravidade da doença venosa crônica segue a classificação CEAP, padronizada internacionalmente:
C1: telangiectasias e veias reticulares (vasinhos) – geralmente tratados com escleroterapia
C2: varizes propriamente ditas (veias dilatadas e tortuosas) – podem ter indicação cirúrgica
C3: edema de origem venosa – indica comprometimento funcional
C4: alterações cutâneas (dermatite ocre, eczema, lipodermatoesclerose) – indicação cirúrgica mais forte
A partir de C2 com refluxo documentado e sintomas, a cirurgia entra como opção terapêutica. A partir de C4, costumo recomendar intervenção mesmo quando os sintomas subjetivos são leves, porque a progressão para úlcera é um risco real.
Avaliação pré-operatória da cirurgia de varizes
Todo paciente que considero para cirurgia de varizes São Paulo passa por uma avaliação em etapas. A consulta clínica vem primeiro – história familiar de varizes, profissão (longos períodos em pé ou sentado), gestações, episódios prévios de trombose, medicações em uso.
O exame físico identifica a distribuição das varizes, a presença de edema, alterações de pele e pulsos arteriais. Mas o exame decisivo é o eco-Doppler venoso, que mapeia o sistema venoso profundo e superficial, identifica os pontos de refluxo e mede o calibre das veias comprometidas. Sem esse mapeamento, não há como planejar a cirurgia adequadamente.
Em casos específicos – cirurgia de varizes prévia, suspeita de trombose antiga, varizes atípicas – solicito também angiotomografia ou angiorressonância para complementar o diagnóstico.
Exames laboratoriais pré-operatórios (hemograma, coagulograma, glicemia, função renal) e avaliação cardiológica completam o preparo, conforme o perfil clínico de cada paciente.
Técnicas cirúrgicas
para varizes
As três técnicas que utilizo cobrem desde casos mais extensos até procedimentos focais minimamente invasivos. A escolha não é aleatória — depende do diâmetro da safena, da extensão do refluxo, da anatomia do paciente e de condições clínicas associadas.
Cirurgia para Varizes Convencional (safenectomia com flebectomia)
A técnica clássica envolve a ligadura da junção safeno-femoral (na virilha) ou safeno-poplítea (atrás do joelho), seguida da retirada da veia safena doente — a chamada safenectomia. As varizes tributárias são removidas por microincisões de 2 a 3 milímetros (flebectomia ambulatorial).
É a técnica com o maior histórico de evidências clínicas. Uma metanálise de 2023 com 1.936 pacientes mostrou que a safenectomia tem alta taxa de sucesso técnico a longo prazo. As incisões são pequenas e as cicatrizes, na maioria dos casos, pouco perceptíveis após alguns meses.
Indico esta cirurgia para varizes São Paulo convencional quando a safena tem calibre muito grande (acima de 12 mm), quando há tortuosidade extrema que dificulta a passagem de fibra de laser, ou quando o paciente apresenta anatomia venosa complexa.
Laser endovenoso (EVLT)
No laser endovenoso, uma fibra óptica fina é inserida dentro da veia safena doente, guiada por ultrassom. A energia do laser aquece a parede venosa, causando retração e fechamento do vaso. Não há necessidade de retirá-lo — o corpo reabsorve a veia tratada ao longo das semanas seguintes.
A metanálise de Shrestha et al. (2023), avaliando 18 publicações e 10 ensaios clínicos randomizados, demonstrou que o laser endovenoso apresenta menor incidência de hematomas (OR 0,43) e equimoses em comparação com a cirurgia convencional. As taxas de recorrência em 1, 2 e 5 anos são estatisticamente semelhantes entre as duas técnicas.
Na minha experiência, o laser é a técnica que combina bom resultado funcional com recuperação mais confortável. O paciente costuma retomar atividades leves em 2 a 3 dias.
Radiofrequência endovenosa
O princípio é semelhante ao laser — um cateter é introduzido na veia e emite energia de radiofrequência que aquece a parede venosa a uma temperatura controlada (120°C), promovendo a oclusão. A diferença está no mecanismo de entrega: enquanto o laser aquece de forma contínua, a radiofrequência aquece em segmentos de 7 cm, o que permite controle mais homogêneo da temperatura.
Metanálises recentes mostram taxas de oclusão acima de 93% em um ano tanto para radiofrequência quanto para laser. A escolha entre as duas técnicas endovenosas depende da experiência do cirurgião e de particularidades anatômicas do caso.
Quando combinar técnicas
Na prática, muitos procedimentos combinam mais de uma abordagem. Um caso típico: laser endovenoso na safena magna + flebectomia ambulatorial das tributárias + escleroterapia com espuma em perfurantes insuficientes. Essa combinação permite tratar todo o sistema venoso comprometido em um único tempo cirúrgico.
Cirurgia convencional, laser ou radiofrequência: como escolher
Critério
Convencional
Laser (EVLT)
Radiofrequência
Anestesia
Raquidiana ou geral
Local + sedação
Local + sedação
Incisões
2-3 mm (virilha + trajeto)
Punção única (agulha)
Punção única (agulha)
Hematomas pós-operatórios
Mais frequentes
Menos frequentes
Menos frequentes
Retorno às atividades
5–7 dias
2–3 dias
2–3 dias
Recorrência (5 anos)
Semelhante
Semelhante
Semelhante
Indicação principal
Safenas calibrosas, anatomia complexa
Maioria dos casos de insuficiência de safena
Maioria dos casos de insuficiência de safena
As diretrizes de 2023 da Society for Vascular Surgery (SVS), American Venous Forum (AVF) e American Vein and Lymphatic Society (AVLS) recomendam ablação térmica endovenosa como tratamento de primeira linha, reservando a safenectomia convencional para casos em que as técnicas endovenosas não são viáveis.
Como é o dia da cirurgia
O procedimento é realizado em centro cirúrgico ambulatorial ou hospitalar, a depender da extensão e da técnica escolhida. Para laser e radiofrequência, o paciente geralmente recebe sedação leve com anestesia local — o que chamamos de anestesia tumescente: uma solução anestésica é infiltrada ao redor da veia guiada por ultrassom.
A duração varia de 40 minutos a 2 horas, dependendo do número de veias tratadas e da complexidade. Na cirurgia convencional com anestesia raquidiana, o paciente permanece acordado mas sem sensibilidade da cintura para baixo.
Ao final, enfaixamos o membro operado com atadura compressiva. O paciente já sai caminhando – aliás, a deambulação precoce é parte fundamental da recuperação, pois ativa a bomba muscular da panturrilha e previne trombose.
Onde é realizada a cirurgia
A cirurgia de varizes é realizada em ambiente hospitalar na cidade de São Paulo, com alta programada para o mesmo dia.
Quanto tempo de repouso
A indicação é que o paciente fique em repouso de 3 a 5 dias, antes de retomar as atividades habituais.
Pós-operatório e recuperação
Os primeiros 3 a 5 dias exigem repouso relativo. Isso não significa ficar na cama — pelo contrário. Caminhadas curtas dentro de casa são recomendadas desde o primeiro dia. O que deve ser evitado é ficar muito tempo parado em pé ou sentado.
Primeiras 48 horas
Espera-se equimose (roxo) na região operada, que é normal e se resolve em 2 a 3 semanas. O membro pode ficar levemente inchado. Analgésicos simples (dipirona ou paracetamol) costumam ser suficientes para o desconforto.
Primeira semana
Retorno ao consultório para reavaliação e eco-Doppler de controle. A meia elástica de compressão deve ser usada durante o dia. Atividades laborais sedentárias podem ser retomadas entre o 5º e o 7º dia para técnicas endovenosas, e entre o 7º e o 10º dia para a convencional.
Duas a quatro semanas
Liberação gradual para atividade física. Caminhada e bicicleta estacionária costumam ser as primeiras modalidades. Corrida, musculação com carga e exercícios de alto impacto ficam para depois da 4ª semana, após reavaliação.
Cuidados essenciais na recuperação
Usar meia elástica de compressão conforme orientação (geralmente 15 a 30 dias)
Evitar exposição solar direta nas áreas operadas por 60 dias (prevenir hiperpigmentação)
Manter as pernas elevadas ao descansar
Evitar banhos muito quentes (vasodilatação aumenta edema)
Drenagem linfática pode ser iniciada a partir da 2ª semana e acelera a resolução do edema
Riscos e complicações da cirurgia de varizes
Transparência sobre riscos é parte do meu compromisso com cada paciente. Toda cirurgia tem riscos, e a de varizes não é exceção — embora as complicações graves sejam pouco frequentes quando a indicação é correta e o planejamento cirúrgico é feito com base no eco-Doppler.
Complicações comuns (leves)
1. Equimose e hematoma: presentes na maioria dos casos, mais intensos na cirurgia convencional. Resolvem-se espontaneamente em 2 a 4 semanas.
2. Parestesia (alteração de sensibilidade): formigamento ou dormência no trajeto operado, causado por microlesão de nervos sensitivos cutâneos. Geralmente transitória, resolve em semanas a meses.
3. Endurecimento no trajeto da veia tratada: nos procedimentos endovenosos, é normal sentir um cordão endurecido sob a pele — é a veia em processo de fibrose. Resolve em 2 a 3 meses.
Complicações raras (graves)
1. Trombose venosa profunda (TVP): risco baixo, minimizado pela deambulação precoce e, em pacientes de risco, pelo uso de anticoagulante profilático.
2. Infecção: rara com técnicas assépticas adequadas.
3. Queimadura de pele: risco específico das técnicas térmicas (laser e radiofrequência), prevenido pela correta infiltração da anestesia tumescente que cria uma “almofada” protetora entre a veia e a pele.
Na metanálise de 2023 com 1.936 pacientes, as técnicas endovenosas apresentaram menores taxas de hematoma (OR 0,35) e equimose (OR 0,43) em relação à cirurgia convencional.
Varizes podem voltar depois da cirurgia?
Essa é uma das perguntas que mais ouço no consultório. A resposta sincera: sim, existe possibilidade de recidiva. A cirurgia trata as veias doentes existentes, mas a predisposição genética para insuficiência venosa permanece.
Os dados são tranquilizadores, no entanto. A metanálise de Shrestha et al. (2023) mostrou que não há diferença estatisticamente significativa nas taxas de recorrência em 1, 2 e 5 anos entre laser endovenoso e cirurgia convencional. O fator mais determinante para a recidiva não é a técnica escolhida, mas a progressão natural da doença venosa em veias que estavam saudáveis no momento da cirurgia.
Medidas que reduzem o risco de novas varizes:
– Atividade física regular – a contração da musculatura da panturrilha é o motor do retorno venoso
– Controle de peso
– Evitar longos períodos imóvel em pé ou sentado
– Uso de meia elástica em situações de risco (viagens longas, gestação, profissão de risco)
A relação entre varizes e trombose venosa profunda merece esclarecimento. Varizes são uma doença do sistema venoso superficial, enquanto a TVP compromete o sistema profundo. A presença de varizes por si só não causa trombose profunda, mas a insuficiência venosa crônica é um fator de risco para eventos tromboembólicos.
Na cirurgia, o risco de trombose venosa profunda pós-operatória é baixo. Os protocolos de prevenção incluem deambulação precoce (começando no mesmo dia), uso de meia elástica compressiva e, em pacientes com fatores de risco adicionais (obesidade, uso de anticoncepcional, histórico de trombose, trombofilias), anticoagulação profilática por tempo determinado.
Escleroterapia ou cirurgia: qual a diferença?
São tratamentos complementares, não concorrentes. A escleroterapia (secagem de vasinhos) trata telangiectasias e veias reticulares de pequeno calibre — aqueles vasinhos finos, avermelhados ou arroxeados. A cirurgia trata as veias de maior calibre com insuficiência documentada.
A escleroterapia com espuma densa ocupa um espaço intermediário: pode tratar varizes de calibre moderado e até safenas, especialmente em pacientes que não são candidatos à cirurgia ou ao laser. Na prática, muitos tratamentos combinam cirurgia + escleroterapia para cobrir todos os calibres de veias comprometidas.
E as varizes pélvicas?
Um tema que costuma gerar dúvidas: varizes pélvicas são dilatações venosas na região da pelve, mais comuns em mulheres, que podem causar dor pélvica crônica, sensação de peso e varizes em localização atípica (vulva, períneo, face interna da coxa). O tratamento pode envolver embolização endovascular ou abordagem combinada — um campo onde a experiência em angiorradiologia e cirurgia endovascular faz diferença na avaliação.
Sobre o Dr. Rafael Apoloni
Formado em Medicina pela Universidade de São Paulo (USP), com residência em Cirurgia Geral e Cirurgia Vascular no Hospital das Clínicas da FMUSP. Títulos de especialista em Cirurgia Vascular e em Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). Doutorado em Clínica Cirúrgica pela USP. Membro da SBACV e do Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR).
Consultório no Paraíso, São Paulo. Atendimento particular.
Se você convive com varizes e quer entender se há indicação de tratamento cirúrgico no seu caso, o primeiro passo é uma avaliação com eco-Doppler venoso. Agende sua consulta para que possamos avaliar o quadro clínico e discutir as opções mais adequadas para você.
Fontes
Shrestha O, et al. Endovenous laser ablation versus conventional surgery (ligation and stripping) for primary great saphenous varicose vein: a systematic review and meta-analysis. Ann Med Surg (Lond). 2023;85(9):4440-4453. PubMed 37663729
Gloviczki P, et al. The 2023 Society for Vascular Surgery, American Venous Forum, and American Vein and Lymphatic Society clinical practice guidelines for the management of varicose veins of the lower extremities. Part II. J Vasc Surg Venous Lymphat Disord. 2024;12(1):101670. PubMed 37652254
Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). Diretrizes — Doença Venosa Crônica. sbacv.org.br/diretrizes
"Sou formado em Medicina pela Universidade de São Paulo, possuo
títulos de especialista em Cirurgia Vascular, Angiorradiologia e
Cirurgia Endovascular pela Sociedade Brasileira de Angiologia e
Cirurgia Vascular (SBAVC)."
Dr. Rafael Corrêa Apoloni
Cirurgião Vascular e Endovascular - especialista vascular São
Paulo
Rua Manuel da Nóbrega, 354
Conjuntoj 85, bairro Paraíso, São Paulo/SP
Fabio Lamberti
28/08/2023
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Todos muito atenciosos
O atendimento e comprometimento do Dr é absolutamente espetacular. Muito bom
Angela Hellmeister
02/03/2023
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Dr.Rafael é um profissional especial....excelente atendimento,atencioso e cuidadoso!!
Andréa H.
02/03/2023
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Excelente atendimento e profissional maravilhoso !
Barbara Cristina
25/11/2022
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Excelente profissional!
Meu tratamento foi para vasinhos e o resultado foi alcançado.
Indico para todos que estão em busca de um resultado 100% eficaz.
Marcelino Paraguassu Damaceno Neto
18/08/2022
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Ótimo ,médico fiz meu tratamento com ele ,e obetive um ótimo , resultado , recomendo a todos ,estou muito satisfeita ,meus parabéns Dr
Edson Machado (Machadão)
29/06/2022
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O Dr. Rafael foi impressionante, educado, atencioso e muito competente.
A cirurgia de varizes foi um sucesso e a recuperação melhor ainda ( mais rápido do que eu imaginava).
Todo o processo desde a internação até a recuperação foi muito bem explicado.
O pós operatório foi de primeira.
Eu recomendo este médico, pois se trata de um profissional muito gabaritado.
Só para constar.. o consultório é bem localizado e o atendimento na recepção é muito bom.
Parabéns a todos.
aninha limaa Lima
27/06/2022
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Dr.Rafael um excelente profissional...
Adele Pedrão
15/09/2020
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Ótimo cirurgião
Excelente atendimento.
Ficou perfeito.