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Síndrome de May-Thurner: a compressão venosa silenciosa que pode ameaçar sua vida

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Como cirurgião vascular, tenho acompanhado de perto casos complexos e desafiadores, incluindo a

Síndrome de May-Thurner

, também conhecida como

Síndrome de Cockett

.

Essa condição é resultado de uma variação anatômica específica onde a artéria ilíaca direita comprime a veia ilíaca comum esquerda contra a coluna vertebral, resultando em uma obstrução parcial ou completa do fluxo sanguíneo na veia ilíaca comum esquerda.

Mesmo sendo complexo de entender para um leigo, essa compressão pode levar a complicações sérias, já alertado pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBAVC).

Os sintomas mais comuns da Síndrome de May-Thurner incluem edema (inchaço) nos membros inferiores, principalmente do lado esquerdo, vermelhidão ou manchas na pele e o desenvolvimento de varizes na região afetada.

É importante salientar que essa síndrome pode levar a complicações como trombose venosa profunda. Na trombose, coágulos sanguíneos se formam nas veias profundas das pernas, aumentando significativamente o risco de embolia pulmonar. A embolia pulmonar é uma condição potencialmente fatal em que um coágulo viaja até os pulmões, bloqueando uma artéria pulmonar.

Sindrome May Thurner

Embora ambos os sexos possam ser afetados, a Síndrome de May-Thurner é mais comum em mulheres entre 20 e 50 anos. A estrutura anatômica da pelve feminina, juntamente com fatores hormonais, contribui para essa maior incidência em mulheres. Estima-se que entre 20% e 40% dos casos de trombose na veia ilíaca externa estejam associados a esta síndrome.

A falta de diagnóstico e tratamento adequado pode levar a danos permanentes nas veias, resultando na Síndrome Pós-flebítica. Esta condição é caracterizada pelo aparecimento de úlceras nas pernas após alguns anos do episódio de trombose, impactando significativamente a qualidade de vida do paciente.

É crucial que os médicos estejam atentos aos sinais da síndrome, mesmo em casos assintomáticos. Varizes mais acentuadas no membro inferior esquerdo podem ser um indicativo importante para a investigação da Síndrome de May-Thurner, especialmente em mulheres jovens.

Infelizmente, muitos pacientes com varizes não reclamam do desconforto ou não desconfiam que possam ter uma condição subjacente mais grave. Varizes são extremamente prevalentes na população, afetando entre 40% e 60% das pessoas. Contudo, apenas uma pequena porcentagem dessas pessoas desenvolverá trombose venosa.

Quando um paciente apresenta dor, sensibilidade aumentada, mais varizes e inchaço na perna esquerda, é essencial realizar exames de ultrassonografia na safena e na veias ilíaca e femoral. Em casos específicos, uma tomografia pode ser necessária para um diagnóstico mais preciso.

A prevenção da Síndrome de May-Thurner envolve medidas simples, como manter uma rotina de exercícios regulares para melhorar a circulação sanguínea e fortalecer os músculos das pernas. Manter um peso saudável e evitar longos períodos sentado ou em pé também são recomendações importantes.

As opções de tratamento variam desde o uso de anticoagulantes para prevenir a formação de coágulos sanguíneos até procedimentos mais invasivos. A angioplastia com implante de stent na veia ilíaca é uma opção eficaz para dilatar o vaso comprimido e manter o fluxo sanguíneo. Em casos mais complexos, podem ser necessárias cirurgias tradicionais, que envolvem a criação de uma derivação para permitir que o sangue evite a área comprimida.

A cirurgia endovascular tem revolucionado o tratamento da Síndrome de May-Thurner. Esta técnica minimamente invasiva permite uma recuperação rápida, com a maioria dos pacientes recebendo alta no dia seguinte ao procedimento. A qualidade de vida dos pacientes no pós-operatório costuma ser excelente.

A Síndrome de May-Thurner é uma condição séria que requer atenção médica cuidadosa. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais para evitar complicações graves e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Como cirurgião vascular, meu objetivo é sempre oferecer o melhor cuidado possível, utilizando as técnicas mais avançadas para garantir resultados positivos e seguros para meus pacientes.
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Dr. Rafael Apoloni
Especialista
Cirurgia
Vascular
"Sou formado em Medicina pela Universidade de São Paulo, possuo títulos de especialista em Cirurgia Vascular, Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBAVC)."

Dr. Rafael Corrêa Apoloni
Cirurgião Vascular e Endovascular - especialista vascular São Paulo

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